domingo, 15 de fevereiro de 2026

Manhã de Domingo

Manhã de domingo de carnaval. Tá aí um momento bacana, principalmente para quem não enfiou o pé na jaca no dia anterior. Eu estou na lista, na verdade nem bebi nada alcoólico. Manhã de domingo tem algo de extraordinário, acho que nela reside uma preguiça criativa, um olhar para tudo, a motivação para finalizar algo que estava parado, a criatividade viva para transformar um período da semana em algo sem data de validade. Lionel Richie sabe do que estou falando, e comparou a manhã de domingo a algo “fácil” ou “tranquilo”. Ele está corretíssimo.



Pela janela avisto uma pessoa passando com uma camisa de futebol. Branca, com uns detalhes em azul. Nas costas, o nome: Son. Fico imaginando um sul-coreano curtindo o carnaval no Brasil. Provavelmente venderam a ele o calor do Ceará - e ele caindo no golpe, percebe que nessa época do ano a chuva surge vez por outra. O pensamento é bobo, e foi a partir disso que resolvi sentar para escrever sobre essa manhã de domingo. Uma história pra gringo ver.



Antes de começar a escrever criei minha 75ª playlist musical no Spotify - contando apenas meu perfil, se somar ao perfil do Lounge, somo aí mais 25. Há de tudo, elas obedecem temas, playlists para dias históricos, “best of” de determinado artista e outras regras quebráveis. Após a criação da lista, percebo que já tinha uma semelhante, porém a de hoje foi regada a músicas “Lado B”, e isso faz uma enorme diferença.



Por fim, e muito importante, percebo que não tenho a versão original de “Easy” em minhas playlists, desde 92 adotei a versão do Faith No More, que é um erro.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Fenômeno Verde

Chegamos ao dia que afeta duas em cada três piscinas nessa segunda-feira pós-feriadão: a coloração verde.



É duro escapar do fenômeno. Durante os dias de folga e de uso quase ininterrupto, até há tempo para limpeza, mas o apagar das luzes do feriado é sempre o mais curtido: o banho mais demorado. Ninguém cede os últimos minutos para adicionar o cloro.



Essa paleta de cores que entristece qualquer criança é resultado de várias coisas deixadas ali - não, não estou falando do que você está pensando. No feriado da virada do ano, despeja-se um ano inteiro de cansaço, arrependimentos, stress e outras tantas coisas que destroem o azul piscina. É quase impossível lutar contra essa sujeira.


A volta à cor desejada exige tempo, cuidado e atenção, como uma tarde reservada para limpar o armário e revirar as gavetas da cômoda. Paraíso de uma pessoa memorialista. Há muita coisa ali, às vezes mais que um ano inteiro. Mesmo em tempos tecnológicos, os papéis e boletos insistem em aparecer, brotam naquela gaveta agora visitada, junto do panfleto amassado ou do cartão bonito do estacionamento do shopping. No fim, tudo é lixo, mas é inevitável que alguns objetos façam você voltar no tempo e lembrar de baitas momentos.



Piscina, gaveta e armário merecem limpeza, cuidado e atenção. Neles residem tranquilidade, sossego, calma, relaxamento e mais alguns adjetivos preguiçosos.



Pra finalizar: sim, misturei piscina, gavetas e armário no mesmo texto.


Feliz 2026!

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