Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Black Circle

 Gosto de música, se duvidar é meu passatempo cultural preferido. Há quem goste de gastar o tempo assistindo filmes ou lendo livros, por exemplo. Eu me pego sempre ouvindo música. Pra mim uma sequência musical costuma erguer paredes onde são exibidas histórias fascinantes, perfeitas para serem contadas (ou simplesmente visualizadas na mente).


Música também é máquina do tempo, sem dúvida. Talvez seja a maior graça, de tantas que ela proporciona.
Há dois dias vivi um pouco disso, percorri diversas épocas de minha vida, situações, revivi locais e pessoas (e por uma felicidade enorme, algumas delas estavam comigo presencialmente)

Sábado fui a uma apresentação de uma banda cover do Pearl Jam que está percorrendo o país com uma apresentação que conta com uma orquestra sinfônica. Instrumentos clássicos e elétricos na mesma sintonia, na mesma sinfonia. Ao meu lado Paulo Cabeça, que lá pelo fim de 91 ou início de 92 me emprestou o primeiro disco do Pearl Jam. Em tempos em que não existiam ‘streaming’ de música, foi meu parceiro em encontros musicais. Sentávamos e ficávamos ouvindo o que um ou outro tinha a mostrar. O Pearl Jam também nos fez se encontrar em outras capitais, durante os seus shows.

Também estava comigo a Adelana, óbvio, que surgiu em minha vida na mesma época do Paulo, e foi das mãos dela que recebi o disco do Pearl Jam que foi decisivo para que eu virasse fã. Isso lá pelas bandas de 96. Discos diferentes, pessoas diferentes, porém definitivos.

No palco a banda que provavelmente foi a que mais acompanhei as ‘lives’ durante a pandemia. De alguma forma foi uma ajuda durante uma época de incertezas.

E claro, sem esquecer do Camelo, que nos encontramos por causa do Pearl Jam (assim como tantos outros espalhados pelo país), e que desde então me acompanha em viagens curtas e longas.


A música é isso e muito mais.
Sim.

P.s; nunca devolvi o cd que peguei emprestado com o Paulo 0_0

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Público para todos

Hoje tem show do Hungria aqui no Pecém. Não conheço o trabalho do rapaz, escutei alguns trechos de uma três musicas dele. Não gostei. 
Há uns meses, quando foi anunciado o show nas redes sociais locais, vi muitos comentários de pessoas comemorando a vinda dele. Isso eu gosto.
Acho bacana quando as pessoas se identificam com algo e vibram quando conseguem usufruir daquilo. Não é porque eu não curta o trabalho dele que vou esnobar/xingar/censurar os que acham bacana o que ele produz. Infelizmente muita gente faz isso.
Eu curto o som da banda escocesa Travis, por sinal eles fizeram um show em São Paulo nesse mês. Se eu já estivesse em Sampa, provavelmente iria, mas não chega ao ponto de me fazer viajar pra ir vê-los no palco (apenas uma banda me faz voar). Apesar disso, não posso negar que Travis tem sim sua importância em minha trajetória. E não só na música, lembro que o site dele era um dos poucos que disponibilizava chats de bate-papo para os fãs, e lá arranhei muito a língua inglesa. De lá não saíram amigos virtuais/reais, como foram os casos dos sites do Pearl Jam e Nando Reis, mas isso é o de menos. Alias, Travis/Pearl Jam/Nando Reis tinham sites muito legais em termos de conexões entre os fãs ou entre o artista (NR que o diga). 

Voltando ao Hungria e o respeito, eu costumo dizer que acho interessante o trabalho de alguns artistas, mesmo eu não curtindo o som deles (sim, você pode fazer isso!), e aqui cito: Luan Santana, Anita e Pablo Vitar. Repare, eu falei acima que não curto o som deles, porém admiro sim a trajetoria. Luan Santana, por exemplo, eu sempre o visualizei um estranho no mundo dos sertanejos, até porque é dificil ver um artista sertanejo em carreira solo. Quantas Anitas e Pablos tentam a todos os dias chegar ao sucesso? Os que citei acima estão surfando em boas ondas há vários anos. E acredite, seja você gostando/consumindo/divulgando ou não. Tem espaço e público para todo mundo.

Em resumo, tem gosto pra tudo. 
Nos últimos anos tem as pessoas que além de não gostar, também tentam denegrir (!). Vai entender. E a tentativa não se resume a artistas poucos conhecidos como Hungria ou Travis, mas se estende a artsitas históricos como Titãs, por exemplo. Eu acompanhei o inicio da turnê deles ano passado. Conferi inclusive o dia do lançamento das datas. Eram N datas. A turnê começou e as datas foram aumentando, e isso significa claramente que os shows estavam bombando. pois bem... algumas pessoas falavam que os shows estavam vazios (risos). As pessoas não estavam preocupadas se os shows estavam cheios ou não, elas estavam na tentativa de denegrir a imagem do artista. Vi alguns videos onde a banda estava no palco e algumas dezenas de pessoas na plateia. Nos comentários as pessoas vibravam por não tá cheio, mal sabiam elas que ali estavam apenas que pagaram para ver a passagem de som. Valor por cabeça: Um mil reais. Porém a mentira era saborosa e as pessoas adoravam "saber" que tinham poucas pessoas no show dos Titãs. Nos comentários vez por outra alguém tentava explicar o que estava acontecendo e era xingado. Após a passagem de som, os portões se abriam para o restante do publico entrar.
Infelizmente as pessoas estão preocupadas apenas em ver o outro na merda. Vi gente falando mal até do show de Caetano & Betânia (só em São Paulo e Rio são 7 apresentações). Eu confesso que não entendo esse sentimento.

"Cantando eu mando um alô
Para você que acreditou
Que podia ser mais feliz
Vendo o outro ser feliz"

quarta-feira, 30 de março de 2011

Fã

Não interessa o que seja, se o amor – ou ’simplesmente’ idolatração – é por A ou B, por um artista ou uma coleção de latas de diferentes lugares do mundo, de tão incrível que é uma paixão por algo ou alguém, às vezes contagia tanto, que chega a adquirir novos adeptos para a causa.
É inevitável a velha questão do gosto, às vezes demonstrações de amor por uma banda, por exemplo, é rotulada definitiva como uma má feitoria, uma tremenda perda de tempo. “isso nunca foi e nunca será música, será que eles não conhecem o ‘fulano de tal’?” – é fácil ouvir/ler declarações iguais a esta. A questão é: para o fã, aquele som ‘horrível’, não é o que o faz arrepiar quando escuta??? - Se sim, enjoy it!

Para quem ta ‘de fora’, presenciando a situação de estar 24/48 horas em uma fila pra ver um show musical ou uma partida de futebol, é o fim da picada. Mas aquele momento, por muitas vezes embaixo de muito sol ou chuva, chega a ser sublime, além de ser o momento em que ele bate literalmente nas portas da esperança, é também uma ótima oportunidade para trocar figurinhas com outros amantes do mesmo assunto.

Outro dia vi um vídeo de uma turma que esperava a chegada do cantor Eddie Vedder, da banda Pearl Jam, para um simples aperto de mãos. Achei bárbaro todo o desenrolar do vídeo, a duvida da turma se ele viria até eles ou não, o nervosismo nos suspiros quando ele caminhava em direção a eles, o silêncio em forma de ‘nice to meet you’ e ‘Thank you’ e a explosão de alegria quando o Eddie vira as costas e todos passam a se abraçar e a sorrir como crianças. Gosto da banda, todos sabem disso, mas com certeza isso deve acontecer em tantos outros quintais, sejam eles musicais, esportivos ou tantos outros mais.

Abaixo o vídeo em questão;


"I can die"

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lágrimas secam sozinhas*

Tudo o que posso ser para você
É a escuridão que já conhecemos
E com esse arrependimento tive que me acostumar
Era tudo ótimo
Quando estávamos no auge
Eu esperava por você no hotel toda noite
Eu sabia que não tinha o par ideal
Mas a gente se via sempre que podia
Não sei por que me apeguei tanto
A responsabilidade é minha
Você não me deve nada
Mas não sou capaz de ir embora


Quando ele vai embora,
O sol se põe,
Ele leva o dia embora, mas sou crescidinha
E do seu jeito,
Neste tom triste
As minhas lágrimas secam sozinhas


Eu não entendo
por que estresso um homem
Quando há coisas tão mais importantes a se fazer
Poderíamos não ter tido nada
Tínhamos que bater num muro
Por isso o afastamento é inevitável
Mesmo se eu deixasse de querer você
Uma perspectiva verdadeira
Eu logo serei a próxima outra mulher de algum homem


Eu não deveria cair nessa de novo
Eu tinha que ser a minha melhor amiga
E não me mastubar pensando em caras idiotas


Quando ele vai embora,
O sol se põe,
Ele leva o dia embora, mas sou crescidinha
E do seu jeito,
Neste tom triste
As minhas lágrimas secam sozinhas


Nosso romance acabou
A sua sombra me cobre
O céu é uma chama


Quando ele vai embora,
O sol se põe,
Ele leva o dia embora, mas sou crescidinha
E do seu jeito,
Neste tom triste
As minhas lágrimas secam sozinhas


Gostaria de dizer que não me arrependo
Que não há divídas emocionais
Porque, quando a gente se despede, o sol se põe
Nosso romance acabou
A sua sombra me cobre
O céu é uma chama
Que só os amantes vêem


Quando ele vai embora,
O sol se põe,
Ele leva o dia embora, mas sou crescidinha
E do seu jeito,
meu tom triste
Minhas lágrimas secam sozinhas




Tradução de Tears dry on their own, canção de Amy Winehouse, que inspirou o texto anterior. Para ver e ouvir Winehouse, clique aqui

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Trilhas Mais que Sonoras - Pink Floyd - The Wall

Para muitos, esse filme esta registrado como o mais visto em toda a vida.
Para outros tantos, não é um filme, mas sim injeção de tranqüilizantes (entorpecentes) na alma.
Para alguns menos, a gigantesca pergunta: “o que veio antes, o Filme ou o Cd (O ovo ou a galinha)?”, devido a combinação perfeita de som e imagem. E para quase todos citados acima, a porta de entrada para conhecer o som do Pink Floyd.


A historia do filme? Bem, já o vi thousands vezes e sempre tenho a sensação que o enredo esta sempre a mudar. Acho que ainda não entendi. Mesmo depois de varias explicações filosóficas do Marco Aurélio (codinome Marquim), ainda vejo o longa com manchas escuras ao lado, como se fossem lembranças de um sonho.
Acho que viajei... não reparem, estou vendo o filme nesse momento.

O enredo mais fácil de visualizar é a historia de um garoto que sofre com a ausência do Pai morto em guerra, e que as lembranças tristes da infância o transformam em um adulto frustrado e revoltado. Fora isso, temos também uma pequena mostra da maneira autoritária que alguns professores tratam seus alunos, a triste vida de quem depende de produtos químicos para viver “ligado” e a estupidez da guerra. Tudo isso com uma senhora de uma trilha sonora, of course!
O histórico Cd “The Wall” (com as clássicas Another Brick in the wall, Hey You e Confortambly Numb) deixa o longa muito mais fascinante, servindo também como “dialogo” durante a uma hora e meia de filme.

Algumas cenas merecem destaques, como quando ele (adulto) entra com uma garota num Carro-Casa e nos deparamos no interior de um imenso apartamento (que fica destruído em seguida), ou quando ele, líder de uma seita, incentiva a multidão a “caçar” a minoria, e por fim, a espetacular cena dele quando garoto, vagando entre corpos de soldados mortos em guerra, entra num hospital e se encontra com ele mesmo, já adulto. Essa parte do filme afundado no tema “Guerra”, mostra como é surpreendente o casamento de filmes de guerra com canções de amor.


E apesar de ter sido feito em 1982 (o Álbum “The Wall” é de 1979), o filme é um prato cheio de belas imagens e (infelizmente) continua sendo atual. Atualíssimo!



Escrito originalmente no Diversidade Musical

terça-feira, 14 de outubro de 2008

9 Canções (Filme)

O nome do filme logo nos faz imaginar um longa musical.
A primeira imagem – a imensidão branca e gelada da Antártida – somada a lembranças amorosas do personagem nos faz visualizar um drama.
As cenas eróticas desde o inicio nos faz visualizar um filme pornô.
A maneira “dia-a-dia” como o filme é desenrolado com falas normais – e fáceis – e imagens idem, traz a idéia de filme de arte.
A agitação de um show de rock, com imagens rápidas a la MTV, nos traz a pergunta: “Qual é a desse filme?”


Misturando tudo acima, 9 canções acaba não sendo enquadrado em nenhuma das opções – ou em todas.
Em uma cena, podemos ter tudo isso. O casal está deitado na cama, ela (Lisa) começa a ler partes sensuais de um livro que está em suas mãos, ele entra no jogo e logo depois a amarra – nua – na cama, venda os olhos dela e a faz visualizar uma seqüência da história enquanto ele a beija o corpo. E uma discreta canção é tocada ao fundo.

Outras cenas merecem destaque, como quando ela começa a dançar para ele e o mostra as diferentes maneiras de dançar de Americanos, Brasileiros e Ingleses ou quando eles viajam no carro e ela implica com os óculos dele.


Sim, mas esse filme está aqui por causa da boa trilha sonora, dentre as ‘9 canções’ temos Franz Ferdinand, Primal Scream, Elbow e muito mais em apresentações ao vivo. Vale a pena ver...e ouvir.

Trailer



Escrito originalmente no Diversidade Musical

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tudo, menos isso!

O que se fazer quando se percebe que a inspiração se foi?Que não lhe pertence mais. Que aquelas idéias que vinham rápidas feitas flechas ao ar de uma hora pra outra se esgotaram?

Antes de procurar a resposta, as mãos vêm a cabeça na clara demonstração de desespero. Todos nós precisamos desse “algo” mais, do momento sublime quando a “lâmpadazinha” da boa idéia aparece sobre nós. E esse desespero é maior quando o assunto é arte. O que será de um cineasta sem novas imagens, de um pintor que só enxerga os mesmos formatos para as nuvens ou de um músico que não acha a rima certa?
É froide

No mundo musical é triste presenciarmos tal coisa, principalmente quando se trata de uma banda querida. Tudo vem às mil maravilhas e de um CD a outro...Pufo! O encanto acaba. É um tal de : “esse é o nosso álbum mais difícil de ser digerido pela maioria do publico”.

Alguns desistem logo do babado, jogam tudo pro ar, e saem de cena sem alardes ( se bem que a maioria inventa um final conturbado com direito a brigas para ver se a banda volta a mídia), outros tentam de qualquer maneira continuar, gravam cd´s ao vivo, dão uma nova roupagem a antigas musicas( muitas vezes no formato acústico) e tentam assim, uma 2ª chance. De um jeito ou de outro, deve ser dolorida a sensação do “Já deu o que era pra dar”. Existem também as bandas que são carregadas por fãs que dão o sangue pela banda e não querem de jeito nenhum ficarem órfãos.


Agora, sabe qual a maior dor (de cotovelo)? É estar numa banda, não se comportar como bom menino e ser chutado para fora de uma hora pra outra. Ah, isso deve ser o fim da picada. Posso enumerar aqui o Dave Mustaine do Megadeath, que estava na formação original do Metallica, e por causa de bebedeira, foi posto pra fora. Até hoje ele chora por isso. Tem também o Renato Rocha, ex-baixo da Legião Urbana e o Patrick Lapan, ex-Los Hermanos, que devido ao seu temperamento, caiu fora e foi para o Detonautas, E depois? Rua de novo!



E por fim, o que fazer sem a tal da inspiração?
Se virar meu velho. Se virar!
Eu estava sem nada pra escrever, e acabou saindo essas linhas tortas.
Então: “se vire, se recicle”



Texto escrito originalmente no Diversidade Musical, colado aqui apenas para aumentar o Sanduíche

Postagens mais visitadas

  © Blogger template 'Perfection' by Ourblogtemplates.com 2008 e revisto por Tarso Marques

Voltar ao topo da p�gina