Chegamos ao dia que afeta duas em cada três piscinas nessa segunda-feira pós-feriadão: a coloração verde.
É duro escapar do fenômeno. Durante os dias de folga e de uso quase ininterrupto, até há tempo para limpeza, mas o apagar das luzes do feriado é sempre o mais curtido: o banho mais demorado. Ninguém cede os últimos minutos para adicionar o cloro.
Essa paleta de cores que entristece qualquer criança é resultado de várias coisas deixadas ali - não, não estou falando do que você está pensando. No feriado da virada do ano, despeja-se um ano inteiro de cansaço, arrependimentos, stress e outras tantas coisas que destroem o azul piscina. É quase impossível lutar contra essa sujeira.
A volta à cor desejada exige tempo, cuidado e atenção, como uma tarde reservada para limpar o armário e revirar as gavetas da cômoda. Paraíso de uma pessoa memorialista. Há muita coisa ali, às vezes mais que um ano inteiro. Mesmo em tempos tecnológicos, os papéis e boletos insistem em aparecer, brotam naquela gaveta agora visitada, junto do panfleto amassado ou do cartão bonito do estacionamento do shopping. No fim, tudo é lixo, mas é inevitável que alguns objetos façam você voltar no tempo e lembrar de baitas momentos.
Piscina, gaveta e armário merecem limpeza, cuidado e atenção. Neles residem tranquilidade, sossego, calma, relaxamento e mais alguns adjetivos preguiçosos.
Pra finalizar: sim, misturei piscina, gavetas e armário no mesmo texto.
Feliz 2026!