segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Histórias Proibidas Para Nervosos, livro atual

 Na sequência das anotações dos livros que li, chega a vez de Histórias Proibidas Para Nervosos, um livro que reúne pequenos textos policiais e de suspense de diversos escritores. O grande destaque na capa é que os contos foram escolhidos por Alfred Hitchcock.

Antes de falar sobre o que está dentro do livro, tenho que contar como ele chegou até mim. Afinal, essa série de registros que estou fazendo também serve para isso: guardar um pouco da história que está contada no livro, mas também registrar como eu estava na época e como o livro despertou em mim a vontade de lê-lo.

Ganhei um DVD da Cássia Eller de uma página do Instagram. O prêmio veio pelos Correios. Eis que, dentro da caixa, estava junto o livro. Achei estranho aquilo e comentei com a página, imaginando que tivesse sido um erro.

Eles me explicaram que, por uma loucura burocrática, o envio somente com o DVD, por causa do peso, acaba sendo classificado de uma forma. Se aumentar um pouco mais o peso, ele “muda de categoria” e o valor a pagar pelo envio fica mais barato. Então, a pessoa responsável pela página prefere enviar um livro junto e ver a taxa diminuir. :)



E foi assim que ele chegou até mim.

Iniciei a leitura no mesmo dia em que terminei Na Natureza Selvagem, livro que, por sinal, foi o pontapé inicial desta série que estou escrevendo. Eu estava em Icaraizinho de Amontada, passando alguns dias de muito descanso, com o clima oscilando bastante entre chuva e sol.

 

E foi justamente durante a leitura dos contos deste livro que me dei conta do quanto o esquecimento pode afetar algumas histórias que passaram pela minha vida.


Explico: ao ler histórias policiais que envolviam investigação, me veio à lembrança um dos livros de que mais gostei de ler: Os Sete Minutos, de Irving Wallace. Um romance que tem como tema principal uma questão judiciária, com forte apelo investigativo e várias reviravoltas.


E não, eu não lembro muito dos detalhes. E é justamente por isso que este texto, este registro, é importante.


Histórias Proibidas Para Nervosos foi um bom passatempo. Algumas histórias me prenderam bastante, outras nem tanto. São 13 contos ao todo.
O destaque, para mim, foi Henry Lowden, Ou Melhor, Henry Taylor, de Helen Nielsen.






Li o livro entre maio e agosto de 2026.



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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

11 de Setembro de 2001

 11 de setembro de 2026. Hoje completam 25 anos do atentado às Torres Gêmeas, em Nova York. Eu me recordo do que estava fazendo naquela manhã de terça-feira, rodeado de cartas que recebia de pessoas que curtiam o Pearl Jam. Em tempos em que a internet e o MSN ainda não eram de fácil acesso, e a rede social Orkut ainda nem tinha sido criada, as revistas eram uma das pontes entre os fãs, que trocavam informações e materiais. Foi nessa época que conheci muita coisa do lado B da banda, como os singles lançados exclusivamente para o fã-clube. Eu costumava passar a manhã sozinho em casa, e a rotina de ouvir música e assistir à televisão era uma repetição que não cansava. A única dúvida que tenho é se vi ao vivo o choque do segundo avião. O restante dos acontecimentos daquele dia, como a queda das torres, vi tudo pela televisão. Lembro que liguei a TV e percebi que a programação estava diferente. A sensação de alerta era clara. Mudei o foco do que estava fazendo e passei a tentar entender o que estava acontecendo. Fiquei mudando os canais e tudo era o mesmo assunto. Acho que apenas o SBT não estava transmitindo.



Vale deixar registrado que, semanas antes, a imprensa brasileira tinha se debruçado sobre outro assunto por horas: o sequestro de Silvio Santos, quando todas as emissoras montaram campana na frente da casa do empresário, onde ele estava sendo mantido pelo sequestrador.



No mesmo dia, meu pai me contou como ficou sabendo do ocorrido. Ele estava no trabalho, com o rádio a pilha ligado na AM, quando ouviu que um avião tinha se chocado com um edifício nos Estados Unidos. O locutor acrescentou a informação de que o prédio já tinha sido muito usado em filmes. Meu pai disse que repetiu as mesmas palavras do locutor para os colegas de trabalho. Minutos depois, falou em voz alta, com espanto: “Outro avião se chocou em outro edifício.” As pessoas ao redor ficaram duvidando da notícia. De início, acharam que era uma brincadeira dele. De fato, era algo inimaginável e difícil de acreditar. E olha que ele nem citou os outros dois aviões sequestrados, que acabaram caindo em outros locais.



O que mais se falava durante a transmissão do atentado, principalmente após a queda das torres, era que o mundo não seria mais o mesmo a partir dali. E foi isso que aconteceu. Naquele momento, era nítida a gravidade do acontecido. Primeiro, os dois aviões comerciais se chocando contra as torres. Em seguida, o efeito dominó: o terror ao ver algumas pessoas se jogando dos prédios e, pouco depois, as torres caindo, uma após a outra. Talvez alguns não tivessem a clareza do tamanho do fato histórico que estava bem diante dos nossos olhos. E sim, o mundo mudou muito. De imediato, veio uma guerra. Ou melhor, uma perseguição. A partir dali, vários povos do Oriente Médio foram “oficializados” como pessoas ruins, e não só nos Estados Unidos. Novas proibições e regras na aviação foram implantadas, assim como em outras áreas de locomoção e trabalho.



Os dias após o atentado foram de muito pânico, principalmente nos Estados Unidos e nos países aliados. As imagens das torres sendo atingidas e indo ao chão eram repetidas em todos os telejornais, sem esquecer os vídeos amadores, com os mais variados ângulos e reações, que surgiam sem parar. Não podemos esquecer que tudo ocorreu em uma das principais cidades do mundo, onde o fluxo de pessoas a trabalho ou viajando é muito alto. Uma cidade que não dorme e não deixa dormir, mas que, em um dia, parou. E da pior forma.



O mundo mudou após o 11 de Setembro. A impressão que dá é que houve uma aceleração em alguns segmentos, principalmente na tecnologia e na comunicação. Em paralelo a tudo isso, novas e mais novas regras. 



Durante um bom tempo, o atentado dominou as rodas de conversa. A pergunta clássica “o que você estava fazendo na hora em que os aviões bateram?” era uma das mais repetidas. Olhando para trás agora e lembrando de tudo que veio depois, percebo que o atentado é, sem dúvida, um dos grandes acontecimentos deste século. Provavelmente, o maior.




P.S.: O mentor do atentado foi capturado e morto dez anos após o ocorrido.

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