A Copa do Mundo 2026 acabou. Foi bacana curtir as várias fases da competição, e nem estou me referindo à chave de grupos ou aos tais "mata-matas". Gosto de tudo, como saber como as equipes estão se preparando, de ver a onda de felicidade dos jogadores convocados e da festa da torcida nas sedes. A tal contagem regressiva, tudo que envolve a competição até a bola começar a rolar.
Guardo com alegria os dias de Copa em Fortaleza, quando a cidade se tornou, em algumas vezes, o centro do futebol no mundo.
Mas vamos deixar a Copa de 12 anos atrás e retornar para a atual, que ganhou o nome de "Maior Copa de Todas", devido ao número recorde de seleções participantes: 48!
Como é feito em todas as Copas, essa experimentou algumas novas regras, e o que percebi foi uma preocupação com a cera. O tempo gasto na troca de jogadores, no tiro de meta ou no arremesso lateral sofreu alterações.
E deve ser implantado em diversas competições.
A Copa de 26 também foi a das novas palavras e frases da bolha chamada futebol: "Atacar o espaço", "bloco alto", "latereio", "impedimento semiautomático" e tantas outras tomaram conta das transmissões. Além disso, foi inserida oficialmente a "parada para hidratação", dois ou três minutos de pausa em cada tempo de jogo para os jogadores se reidratarem, isso independente de a partida estar sendo realizada num sol escaldante ou numa noite fria. Na maioria das vezes, o apito do juiz indicando a parada era acompanhado de uma sonora vaia vinda das arquibancadas. Futebol definitivamente não combina com paradas, algo que o americano, país-sede, adora.
O Brasil ficou pelo caminho; na verdade, não deixou saudades, percorreu uma estrada sem lembranças. Olhando para trás e relembrando alguns jogos, a sensação é de que a equipe não esteve bem em nenhum momento... Ok, houve lampejos aqui e ali, mas nada que marque, nada que vire memória... Aliás, qual a lembrança que teremos dessa Copa? Qual imagem ficou além do jogo da eliminação?
O torneio entregou um bom divertimento, porém apenas um punhado de jogos bons de assistir e gols bonitos. É estranho, mas a impressão que dá é que os times estão jogando da mesma forma, as características estão ficando de lado, salvo poucas exceções, como Espanha e Japão, que seguem fielmente aos seus estilos. Sinto falta da irresponsabilidade das seleções africanas, que costumava ser o motivo das derrotas. Hoje em dia, eles seguem perdendo as partidas nos últimos minutos, porém sem jogar a culpa na displicência que era tão tradicional.
A Espanha venceu. Ela veio mostrar brilho nas semifinais, quando anulou totalmente a poderosa França. O já tradicional domínio de bola espanhol não resultou em muitos gols marcados ou perdidos, longe disso, porém a defesa é algo que deve ser aplaudido e estudado: levou apenas um gol em toda a competição. Na finalíssima, neutralizou a não grata Argentina e não levou nenhum chute à meta.
A taça ficou em boas mãos.
Como essa Copa será lembrada no futuro?
Guardo com alegria os dias de Copa em Fortaleza, quando a cidade se tornou, em algumas vezes, o centro do futebol no mundo.
Mas vamos deixar a Copa de 12 anos atrás e retornar para a atual, que ganhou o nome de "Maior Copa de Todas", devido ao número recorde de seleções participantes: 48!
Como é feito em todas as Copas, essa experimentou algumas novas regras, e o que percebi foi uma preocupação com a cera. O tempo gasto na troca de jogadores, no tiro de meta ou no arremesso lateral sofreu alterações.
E deve ser implantado em diversas competições.
A Copa de 26 também foi a das novas palavras e frases da bolha chamada futebol: "Atacar o espaço", "bloco alto", "latereio", "impedimento semiautomático" e tantas outras tomaram conta das transmissões. Além disso, foi inserida oficialmente a "parada para hidratação", dois ou três minutos de pausa em cada tempo de jogo para os jogadores se reidratarem, isso independente de a partida estar sendo realizada num sol escaldante ou numa noite fria. Na maioria das vezes, o apito do juiz indicando a parada era acompanhado de uma sonora vaia vinda das arquibancadas. Futebol definitivamente não combina com paradas, algo que o americano, país-sede, adora.
O Brasil ficou pelo caminho; na verdade, não deixou saudades, percorreu uma estrada sem lembranças. Olhando para trás e relembrando alguns jogos, a sensação é de que a equipe não esteve bem em nenhum momento... Ok, houve lampejos aqui e ali, mas nada que marque, nada que vire memória... Aliás, qual a lembrança que teremos dessa Copa? Qual imagem ficou além do jogo da eliminação?
O torneio entregou um bom divertimento, porém apenas um punhado de jogos bons de assistir e gols bonitos. É estranho, mas a impressão que dá é que os times estão jogando da mesma forma, as características estão ficando de lado, salvo poucas exceções, como Espanha e Japão, que seguem fielmente aos seus estilos. Sinto falta da irresponsabilidade das seleções africanas, que costumava ser o motivo das derrotas. Hoje em dia, eles seguem perdendo as partidas nos últimos minutos, porém sem jogar a culpa na displicência que era tão tradicional.
A Espanha venceu. Ela veio mostrar brilho nas semifinais, quando anulou totalmente a poderosa França. O já tradicional domínio de bola espanhol não resultou em muitos gols marcados ou perdidos, longe disso, porém a defesa é algo que deve ser aplaudido e estudado: levou apenas um gol em toda a competição. Na finalíssima, neutralizou a não grata Argentina e não levou nenhum chute à meta.
A taça ficou em boas mãos.
Como essa Copa será lembrada no futuro?
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